domingo, 10 de junho de 2012

A Relação do Individuo Com a Organização




A Relação do Individuo Com a Organização


A administração é uma ciência que está em constante desenvolvimento, apesar de anos de pesquisa é uma ciência que sempre tem algo a acrescentar. No seu contexto histórico sofreu influências de áreas como engenharia, psicologia, sociologia, antropologia, ciências exatas, dentre outras.
A administração cientifica tinha como base tarefas realizadas pelos funcionários, foi estudada por Frederick Taylor que durante o período de estudo encontrou problemas com a administração, percebendo que o posicionamento dos responsáveis em administrar era arrogante e prepotente e que os trabalhadores eram os principais responsáveis por mover a fabrica, fazendo com que as organizações alcançassem seus objetivos. Ele queria prioritariamente, tratar da questão do tempo, melhorando o manuseio da matéria prima e o tempo base de cada operação. Para Taylor o conceito de especialização e a eliminação de elementos e movimentos desnecessários são fundamentais para a administração, pois, são os fatores preponderantes para aumento da eficiência da produção caracterizando- as como analise de trabalho, padronização das ferramentas, seleção e treinamento dos trabalhadores, supervisão e planejamento e pagamento por produção.  Os estudos de Taylor no primeiro período começaram no chão da fábrica pelos estudos dos tempos e movimentos, observou que o funcionário que produzia mais teria que receber um adicional de remuneração. No segundo período ele defende e conclui que a racionalização do trabalho dos operários deveria ser seguida de uma estruturação geral da empresa, aplicando dessa forma seus princípios. A organização racional do trabalho se dá pela tentativa de substituir métodos empíricos e rudimentares pelos métodos científicos fundamentando-se na analise do trabalho e estudo de tempos e movimento, estudo da fadiga humana, divisão do trabalho e especialização do operário, desenho de cargos e tarefas, incentivos salariais e prêmios de produção, conceito de homo economicus, condições ambientais de trabalho (iluminação, conforto), padronização de métodos e de maquinas e supervisão funcional.
Segundo Taylor, a gerencia das organizações deveriam atuar sob nova realidade, atribuições e responsabilidades, as quais se faziam necessários dentro da nova perspectiva de administração sendo definidas em quatro princípios; do planejamento, do preparo, do controle e da execução influenciando muitas empresas as quais uma delas foi a Ford.
Enquanto Taylor estudava as empresas, com foco nos processos produtivos nos Estados Unidos, surgia na França à teoria clássica da administração que se fundamentava na analise da estrutura que a organização deveria possuir para ser eficiente e alcançar seus objetivos, tendo ambas o mesmo objetivo que é a busca da eficiência das organizações, indo estas por caminhos diferentes; na administração científica essa eficiência era alcançada por meio da racionalização do trabalho do operário e das eficiências individuais, na teoria clássica, partia-se do  todo organizacional e da sua estrutura.
O principal personagem dessa teoria foi Henry Fayol que começou estudando as funções básicas da empresa (técnicas, comerciais, financeiras, segurança, contábeis e administrativas) que hoje recebem o nome de áreas da administração. Ele conceituou a administração como a realização das atividades administrativas (prevê, Organizar, comandar coordenar e controlar). Fayol adotava a denominação do principio onde buscava afastar a ideia de rigidez indicando que tudo em termos de administração exige analise, ponderação e bom senso; afirmando que os princípios gerais da administração são divisão do trabalho, autoridade e responsabilidade, disciplina, unidade de comando, unidade de direção, subordinação dos interesses, remuneração do pessoal, centralização, cadeia escolar, ordem, equidade, estabilidade pessoal, iniciativa e espirito de equipe.
Enquanto a administração cientifica preocupava-se em dividir o trabalho no nível operacional, a teoria clássica se preocupava com a divisão dos níveis dos órgãos que compõem a organização, ou seja, departamentos e seções          (verticalmente ou horizontalmente). Fayol direcionou seus esforços a partir da analise do trabalho dos dirigentes das empresas, uma visão de cima para baixo, enquanto Taylor observava a empresa de baixo para cima estudando as condições técnicas do trabalho. Observa-se que uma teoria foi complementar a outra.
A burocracia, administração científica e a teoria a clássica da administração compõem uma tríade que completa a perspectiva clássica da administração levando a observação de estruturas mecanicistas com trajetórias e variáveis independentes. A burocracia é um modelo de organização humana fundamentado na racionalidade, em uma eficaz adequação dos meios aos objetivos pretendidos para garantir a máxima eficiência nos alcances dos objetivos, sendo influenciadas por análises da administração pública.
Max Weber é a principal referência de estudo da teoria burocrática ao qual apontou três tipos de dominação na sociedade, (tradicional, carismática e legal ou racional) e as aplicou nas empresas informando que para cada tipo de sociedade corresponde um tipo de autoridade. Para Max Weber a burocracia é um exemplo eficiência caracterizando-as como (caráter legal das normas e regulamentos, caráter formal das comunicações, caráter racional, impessoalidade nas relações, hierarquia da autoridade, rotinas e procedimentos padronizados, competência técnica e meritocracia, especialização da administração, profissionalização dos participantes e completa previsibilidade do funcionamento).
Weber citou algumas vantagens do sistema burocrático (racionalidade, precisão na definição dos cargos, rapidez nas decisões, univocidade de interpretação, uniformidade de rotinas e procedimentos, continuidade da organização por substituição do pessoal, redução do atrito entre pessoas, constância, confiabilidade e benefícios para pessoas da organização).
Com o movimento de oposição a teoria clássica que era vista por comerciantes da época como exploratória e desumana, surge por volta de 1930 uma abordagem mais completa das relações humanas, a ênfase passa da tarefa ou estrutura para as pessoas. A sistemática de trabalho e a organização formal dão lugar aos aspectos comportamentais, sociais e psicológicos das pessoas em seu ambiente de trabalho.
Os principais estudiosos dessa abordagem foi Mary Parker follet que estudou o principio do grupo ao qual a vontade pessoal de liderança deve ser afastado do processo de decisão e a situação é que deve estabelecer o que é certo ou errado, Chester Barnard  com a teoria do sistema social cooperativo que enxergava a  organização formal como um sistema cooperativo e Elton Mayo na empresa Hawthorne ao qual verificava a atitude dos funcionários . A abordagem humanística trouxe um olhar diferenciado para os trabalhadores das organizações que a partir daquele momento eram vistos como criaturas sociais dotadas de sentimentos desejos e temores, afirmando que o comportamento humano é uma consequência de uma combinação de vários fatores motivacionais tendo as pessoas necessidades de diversos níveis.
Apesar das suas contribuições, a teoria  das relações humanas entrou em declínio e foi criticada (oposição cerrada à teoria clássica, inadequada visualização dos problemas das relações industriais, concepção ingênua e romântica do operário, parcialidade no campo experimental, parcialidade nas conclusões, ênfase nos grupos informais e enfoque manipulativo das relações humanas.
Quanto a sua estrutura a teoria clássica era mecanicista e impessoal e a teoria das relações humanas prezava pela organização e um sistema social. A teoria das relações humanas transformou os conceitos da teoria clássica enfocando na necessidade humana e entendo o comportamento das pessoas dentro das organizações através de experimentos e analises, sendo uma escola de pensamentos que influenciou todo comportamento de uma época.
Em 1940 através do desdobramento da teoria das relações humanas surge a escola de comportamental Behaviorista, com um contexto amplo aos quais deixa de lado concepções ingênuas e românticas, valorizando comportamento humano e a motivação. Os principais teóricos dessa teoria foram kurt Lewin, Hebert Simon, Chester Barnard, Douglas Mcgregor, Renis Libert e Chris Argyris; no campo da  motivação, Abraham Maslow, Frederick Hezberg, Clayton Aderfer, David Mcclelland, Victor Vroom, Stacy Adams e Skinner.
A teoria comportamental fundamenta-se no comportamento individual das pessoas, explicando seu comportamento, estudando a motivação humana verificando que o administrador precisa conhecer as necessidades humanas utilizando a motivação como meio para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
 A teoria comportamental fundamenta-se no comportamento individual das pessoas, explicando seu comportamento, estudando a motivação humana, verificando que o administrador precisa conhecer as necessidades humanas utilizando a motivação como meio para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Em todos os estudos sobre administração as empresas buscavam conhecer e compreender de que forma as organizações eram estruturadas, trazendo muitas contribuições para o alcance da eficiência, nesse sentido passou a desenvolver teorias imaginando-as como sistemas, sendo estes estudados primariamente por Nobert Wiener. Mais tarde Anthony Beer transformou a cibernética em instrumento prático da administração definindo-a como ciência de  uma organização eficaz.
A teoria dos sistemas tem por finalidade identificar propriedades, princípios e leis característicos dos sistemas gerais, independentemente de suas peculiaridades da natureza dos elementos que os compõem  e das relações existentes entre esses elementos. Vale ressaltar que foi a única teoria que teve encontro direto com a Biologia, se caracterizando pelo (funcionalismo que procurava ver nos sistemas seus componentes, realçando que cada elemento tem uma função a desempenhar no sistema mais amplo; holismo que é a concepção de que todos os sistemas se compõem de subsistemas).
Os sistemas podem ser abertos quando existe relação com ambiente e fechados quando não se influencia com ambiente. Nas organizações abertas pode-se identificar o ciclo dos eventos que são a entropia negativa, processamento da informação, crescimento manutenção e a equifinalidade divididos em três níveis (técnico, organizacional e institucional).  
A teoria neoclássica surgiu por volta de 1950 diante do grande crescimento das organizações e dos problemas administrativos com a finalidade de retomar aspectos discutidos na teoria clássica, revisando-os e atualizando-os dentro de um conceito moderno de administração. As principais características da teoria neoclássica foram e dar ênfase na pratica de administração, reafirmação positiva dos postulados clássicos, ênfase nos princípios gerais da administração nos resultados objetivos. Os neoclássicos estudaram o conceito da organização formal a qual consiste em um conjunto de posições funcionais hierárquicas, orientando para o objetivo econômico de produzir bens e serviços. Os principais fundamentos da organização são (divisão do trabalho, especialização, hierarquia e amplitude administrativa).
A teoria neoclássica considerava administração como uma teoria social básica, desta forma, o administrador  tinha que conhecer os métodos técnicos e desenvolver os aspectos relacionados com a direção de pessoas dentro da organização.
Sendo assim como já foi mencionado a administração é uma ciência em pleno desenvolvimento ao qual se estuda vários fatores para construção de uma opinião objetiva.

Referencias e bibliografia:
Livro: Teoria Geral da Administração Idalberto Chiavenato 2° edição
http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos_administracao/Teoria_neoclassica.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário